quarta-feira, junho 12, 2013


Estaremos participando do I Ornitorrinco - modos transitivos de criação que acontece em Curitiba, de 13 a 16 de junho
Karen Debértolis participa da mostra de poesia sonora com algumas faixas do cd A Mulher das Palavras. 
A fotógrafa Fernanda Magalhães apresenta no evento o vídeo que produziu para a faixa "Dia Difícil", do mesmo cd, além de participar da mesa de debates sobre interconexões de linguagens no sábado, às 16h. 




Quem estiver em Curitiba e os amigos de lá serão bem-vindos.
Aqui a programação completa

I ORNITORRINCO – modos transitivos de criação

de 13 a 16 de junho/2013

Teatro Novelas Curitibanas e Cinemateca de Curitiba.

O festival I Ornitorrinco – Modos Transitivos de Criação é uma iniciativa da Selvática Ações Artísticas e da Medusa Editora e Produtora e tem por objetivo o diálogo entre artistas de diversas áreas do conhecimento. 4 dias de uma programação que conta com trabalhos de diversas áreas tendo como lugar de confluência a transitoriedade das linguagens e expressões nos seus diversos campos da criação e do pensamento. Trabalhos que exibam uma impossibilidade de completar, de totalizar, de saturar, pois sempre há lugares de convergência, zonas de fusão, áreas de intersecção. Festival poroso e aberto a outros rearranjos.

Vem com a gente!

Consulte a programação diária:

http://selvaticaacoesartisticas.wordpress.com/dia-13/

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.338359486292835.1073741829.333447106784073&type=3

ou mais informações no site:
selvaticaacoesartisticas.wordpress.com

A entrada é franca em todas as atrações.
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Curadoria e Coordenação Artística: Eliana Borges, Gabriel Machado, Ricardo Corona e Ricardo Nolasco
Direção de produção: Gabriel Machado
Produção e relações públicas: Renata Cunali
Produção do espaço: Clarissa Oliveira
Assistência de produção: Daiane Rafaela, Isadora Terra e Janaina Micheluzzi
Assessoria de imprensa: Cilene Tanaka
Filmagem e edição: Júlia Marques

Contato: ornitorrinco.festival@gmail.com

domingo, março 24, 2013


A NATUREZA DA VIDA 

MON - Museu Oscar Niemeyer, Curitiba Paraná 2013

foto por Renata Cabrera


quinta-feira, outubro 18, 2012



Corpo Re-Construção Ação Ritual Performance
Festival Performance Arte Brasil
MAM, RJ, março 2011




domingo, outubro 14, 2012

A Natureza da Vida
por Fernanda Magalhães
Universidade Livre do Meio Ambiente, Curitiba, PR, Brasil
9 de outubro de 2012

segunda-feira, março 19, 2012

"A NATUREZA DA VIDA" - 2000-2012

Projeto e Performer : Fernanda Magalhães
Fotografia por Natália Lima Castro
Londrina - PR


A Natureza da Vida

         Projeto da artista Fernanda Magalhães. Composto por diversas ações realizadas em espaços públicos. A artista convida fotógrafos a fazerem as imagens de suas performances. Na sequência de outras séries Fernanda aborda as questões de corpo através de um posicionamento político onde seu corpo é fotografado, quase sempre nu, discutindo padrões, estética e as diversidades.
         Uma ocupação do espaço com o corpo, um posicionamento.

         Já foram realizadas as seguintes ações:
  1. Central Park, New York, 2000, fotografias realizadas por Luciano Pascoal
  2. Jardim de Luxemburgo, Paris, 5 de outubro 2011, fotografias realizadas por Graziela Diez e vídeo realizado por Angela Magalhães.
  3. Mar Negro, Rússia, outubro de 2011, fotografias realizadas por vários fotógrafos do Festival PhotoVisa e gravado em vídeo por Angela Magalhães.
  4. Bosque, Londrina, 19 de novembro 2011, sábado, 6 da manhã, em protesto pela destruição e retirada de árvores do Bosque de Londrina, como atuação junto ao Grupo Ocupa Londrina. A obra foi embargada e o Bosque está em processo para se tornar Area de Preservação Permanente. As fotografias desta ação foram realizadas por Graziela Diez, Luciano Pascoal e Camila Fujita.
  5. Parque Del Prado, Montevideo, Uruguai, dezembro de 2011. Fotografias realizadas por Graziela Diez e José Pilone.
  6. Universidade Estadual de Londrina, antigo Depto. de Arte Visual, fevereiro de 2012, 03:30h. Protesto da artista, ocupação do espaço, arte pública, intervenção urbana - os barracões de peroba que abrigaram as artes na Universidade Estadual de Londrina por mais de 30 anos serão derrubados. Fotografias realizadas por Natália Lima Castro.
Projeto em desenvolvimento




quinta-feira, dezembro 15, 2011

Exposição "Grandes histórias de quem tem o que dizer"


PARA QUEM ESTIVER EM CURITIBA
NESTE SÁBADO 17 DEZ 2011
Exposição
"Grandes histórias de quem tem o que dizer"


As fotografias foram realizadas por Alexandre Mazzo para o jornal Gazeta do Povo. 
Tive o prazer de ser uma das entrevistadas e modelo-performer para as fotografias.


Estão todos convidados
Curitiba, MON, 10:30h
Torre da Fotografia


segunda-feira, novembro 07, 2011

Jardim de Luxemburgo, Paris




Jardim de Luxemburgo, Paris
05 outubro 2011
Foto por Graziela Diez

Angela Magalhães, Karen Debértolis, Graziela Diez, Lili Almeida, 
Fernanda Magalhães, Fábio Júdice e Henrique Codato










domingo, setembro 25, 2011

© Foto de Alexandre Mazzo/ Gazeta do Povo. 


A fotógrafa Fernanda Magalhães é uma das convidadas para expor na Maison Européenne de la Photographie em Paris




Fernanda Magalhães expõe em Paris a  partir de outubro

Fotógrafa londrinense participa de exposição no Maison Européenne de la Photographie, uma das mais respeitadas instituições dedicadas à fotografia na Europa

A fotógrafa londrinense Fernanda Magalhães irá participar no próximo dia 4 de outubro na Maison Européenne de la Photographie – MEP, em Paris, França, da abertura da exposição "Fernanda Magalhães, Rogério Reis e Edu Simões – Trois photographes de FotoRio". A exposição que contará com vinte e três trabalhos da série “A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia” prossegue até o dia 8 de janeiro de 2012.
O convite para integrar este seleto grupo de fotógrafos na exposição em Paris foi feito pelo curador brasileiro Milton Guran, que é o curador geral do FotoRio – um dos mais relevantes eventos de fotografia no Brasil – o qual conjuntamente com o Diretor da Maison Européenne de la Photographie, Jean-Luc Monterosso estabeleceram uma parceria entre o evento brasileiro e a instituição francesa.
De acordo com o curador do FotoRio , Milton Guran, em entrevista à Revista Veja Rio, a artista Fernanda Magalhães é precursora do trabalho de auto representação na fotografia brasileira. Fernanda usa a imagem de si mesma e de suas iguais para, em momento pioneiro, defender o direito de ser diferente em uma sociedade marcada pelo culto do corpo harmonioso e sedutor. Ela faz a fotografia dialogar com letras e formas em colagens livres que ultrapassam o documental para criar documentos que convidam o observador a encarar o diferente como igual”, destaca Guran em texto que acompanha a exposição na Maison Européenne de la Photographie

A Maison

A Maison Européenne de la Photographie é considerada um dos espaços mais importantes dedicados à exposição, divulgação e preservação da fotografia contemporânea.  A instituição detém hoje um dos maiores acervos de fotografias contemporânea no mundo, constituído de mais de vinte mil obras de fotógrafos do século XX e XXI especialmente da produção datada a partir da década de 1950. O acervo reúne a produção fotográfica jornalística, artística, de moda e documental. A coleção é composta por tiragens originais e cópias vintage. O acervo conta ainda com uma importante coleção de livros sobre fotografia e filmes de e sobre fotografia.
A Maison foi inaugurada em 1996 e funciona em um prédio do século XVIII no centro histórico de Paris. Desde a sua inauguração o espaço já realizou 150 exposições e recebeu mais de um milhão e quinhentos mil visitantes.

A série de Fernanda Magalhães

Os trabalhos selecionados pelos curadores fazem parte da série “A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia”, que tem se destacado internacionalmente sendo que integrou entre 2003 a 2008 a itinerância da exposição Mapas Abiertos – Fotografia Latinoamericana 1991-2002, organizada pelo espanhol Allejandro Castelotte, percorrendo países da Europa, América do Norte e América Latina.
Estas obras estiveram expostas recentemente no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, durante a exposição “Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea”, entre 30 de maio a 10 de julho de 2011, dentro da programação do FotoRio 2011.
Fernanda Magalhães também é professora da Universidade estadual de Londrina no cursos de Artes Visuais e Design Gráfico. Seus trabalhos integram as coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu da Fotografia de Curitiba e do Museu de Arte de Londrina, além do acervo do colecionador de fotografia brasileiro Joaquim Paiva e da galerista Tuca Nissel da Galeria de Arte Ybakatu de Curitiba.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Programação de Lançamentos
21 setembro, quarta-feira, 19h
Universidade Estadual de Londrina UEL
Sala de Eventos do CCH Centro de Letras e Ciências Humanas
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Londrina, PR
23 sexta-feira, 16h
Biblioteca Municipal de Londrina
Avenida Rio de Janeiro, 413
Londrina, PR
24 setembro, sábado, 17h
Restaurante Dona Menina
Rua Guararapes, 177
Londrina, PR

Edição fac-similar comentada do livro “Eulália Neutra”, do jornalista londrinense Antonio Vilela de Magalhães e do escritor paulista Arnaldo de Magalhães Di Giácomo será lançada este mês em Londrina
Muitas são as histórias que rondam a produção de um livro. Registrar estas histórias é também resgatar a memória de um tempo e de seus personagens. A edição fac-similar comentada do livro “Eulália Neutra”, escrito pelo jornalista londrinense Antônio Vilela de Magalhães e pelo escritor paulista Arnaldo Magalhães Di Giácomo, patrocinada pela PROMIC, com lançamentos marcados a partir do dia 21 de setembro, tem este objetivo. O livro trata-se de um poema longo escrito a quatro mãos, em 1952, quando os dois autores moravam em São Paulo. Além do poema, o livro conta com ilustrações feitas pelo artista plástico Darcy Penteado. A tiragem da edição é de 2 mil exemplares.
Projeto coordenado por Terezinha Lima Vilela de Magalhães, viúva de Vilela, e organizado pela fotógrafa londrinense Fernanda Magalhães, filha do autor, a edição refaz trajetória de produção da obra através de texto assinado pelo escritor paulista Hernani Donato, amigo dos autores, e também de texto de apresentação do poeta e crítico londrinense Marcos Losnak, que contextualiza a obra inserida na literatura brasileira dos anos 50. O livro conta ainda com fotografias da época que foram reproduzidas dos álbuns do acervo da família de Antônio Vilela de Magalhães e cartas trocadas entre os amigos e Vilela. O livro teve coordenação editorial da escritora Karen Debértolis e o projeto gráfico foi da empresa Visualitá.
Antônio Vilela de Magalhães era jornalista e uma personalidade atuante na cidade de Londrina. Trabalhou no jornal Folha de Londrina, sendo responsável por muito anos pela coluna Ronda pela Cidade, foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo, produziu os jornais Newsy e Sequência, além de criar o Boletim Notícia da Assessoria de Relações Universitárias (ARU), atual COM, da Universidade Estadual de Londrina. 
O livro
Eulália Neutra, que consiste em um poema homônimo longo, foi publicado originalmente em 1952 por meio de impressão artesanal com tiragem de 25 exemplares. De autoria de Vilela e Di Giácomo, o poema tinha previsão para ser publicado em uma revista a qual seria organizada pelo grupo de amigos que morava e frequentava a casa da Rua Pelotas, 64, no centro de São Paulo.
A república que pertencia à Vilela, que trabalhava à época na Editora Melhoramentos, reunia com constância jovens artista e jornalistas. Segundo Donato, como a revista não se concretizou, o dinheiro arrecadado para produzi-la foi revertido na edição do livro. O artista plástico Darcy Penteado, ficou responsável pelas ilustrações, capas e arte do livro.
De acordo com Marcos Losnak , no período em que o livro  “Eulália Neutra” foi publicado, a literatura brasileira vivia o florescimento da Terceira Geração do Modernismo, conhecida como Geração de 45, em que a prosa passava a adquirir um tom mais intimista de caráter psicológico, temática regionalista dava lugar ao aprimoramento da linguagem, como nos textos de João Guimarães Rosa, e na poesia, o apuro formal tornava-se extremamente acentuado.
Antonio Vilela e Arnaldo Magalhães estavam atentos a todo esse processo da literatura brasileira, mas por uma questão preferencial adotaram o tom poético da Primeira Geração do Modernismo na estrutura da “Eulália Neutra”. A liberdade formal e o humor irônico do poema podem ser remetidos às mesmas características das criações em verso de Oswald de Andrade e Manoel Bandeira”, comenta Losnak na apresentação do livro.
O livro original foi distribuído entre os amigos e integrou, ao longo de anos, a estante da casa da família Vilela de Magalhães. “Eu sempre folheava este livro que era uma lembrança muito forte do meu pai. Com o passar do tempo, a vontade de recontar esta história ficou mais presente e, então, resolvi organizar a edição fac-similar”, comenta Fernanda Magalhães, “é também uma forma de resgatar a história de Londrina pois meu pai foi uma personalidade importante e atuante na cidade”.

Biografias dos autores e do ilustrador

Antonio Vilela de Magalhães
Nasceu em 30 de maio de 1925, em Santo Antônio da Platina, interior do Paraná. Na década de 50, transferiu-se para São Paulo, onde cursou a Escola de Arte Dramática (EAD) e trabalhou na Editora Melhoramentos. De volta ao Paraná, em Londrina, foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo e jornalista da Folha de Londrina, assinando a coluna “Ronda pela Cidade”; editou os jornais Newsy e Sequência e trabalhou na Assessoria de Relações Universitárias, da Universidade Estadual de Londrina, onde criou o Boletim Notícia, órgão oficial da instituição. Montou a Livraria Alfa e, juntamente com Roberto Koln, criou o Grupo Permanente de Teatro (GPT), atuando em várias montagens, como os monólogos "O Homem com a flor na boca" de Luigi Pirandello, e "Dos malefícios do tabaco" de Anton Tchekov. Faleceu em 17 de setembro de 1985.
Arnaldo Magalhães de Giácomo
Nasceu em 26 de janeiro de 1928, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Transferiu-se para a capital paulista, onde se formou em Filosofia e foi professor de Língua Portuguesa e História do Brasil. Trabalhou na Editora Melhoramentos editando publicações para o público juvenil. O livro “Villa-Lobos: a alma sonora do Brasil” rendeu-lhe o prêmio Jabuti na categoria Literatura Infantil, em 1960. Após sua morte em 20 de maio de 1977, foi sagrado membro da Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil.
Darcy Penteado
Artista plástico de referência no cenário brasileiro das artes visuais, nasceu em São Roque, interior de São Paulo, em 1926. Também atuou como cenógrafo e figurinista. Estreou no teatro em 1952 produzindo máscaras para a peça “Antígona”, de Sófocles, dirigida por Adolfo Celi no Teatro de Brasileiro de Comédia, em São Paulo. Trabalhou com nomes expressivos do teatro nacional, como Antunes Filho e Antonio Abujamra. Entre os textos que escreveu, destacam-se a peça “A Engrenagem” e a novela “A Meta”. Faleceu em 2 de dezembro de 1987.

sexta-feira, agosto 26, 2011

do jardim
castanheira água toquinhos  bosque  reflexos  verde  azul folhas galhos luzes sombras vermelhos prata transparencias
VEJO

terça-feira, agosto 23, 2011

do jardim de papirus, bananeiras, castanheira

sexta-feira, agosto 19, 2011


Fotografia, esta linguagem que nos afeta por todos os significados, sentidos, percepções; 
visíveis e invisíveis, 
em dobras, em redes, em transcendência.
Homenagem a FOTOGRAFIA em seu dia,
comemorado mundialmente no 19 de agosto
por Fernanda Magalhães 

quinta-feira, agosto 18, 2011


"sombras reflexos luzes cores contrastes formas presenças"
por fermagalha

sábado, julho 30, 2011







FotoRio 2011
Exposição "Eu me desdobro em muitos - a autorrepresentação na fotografia contemporânea"
Centro cultural do Banco do Brasil, Rio de Janeiro, maio e julho de 2011
Fotografias por Fernanda Magalhães

sexta-feira, julho 01, 2011


FotoRio2011

Livro de Fernanda Magalhães é destaque na programação de evento de fotografia
A fotógrafa e artista londrinense Fernanda Magalhães lança seu livro Corpo Re-Construção Ação Ritual Performance, na próxima terça feira (5 de julho), às 18h30, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor 37/ (21) 25077175), no Rio de Janeiro. Antes do lançamento, às 17h, ela participa de visita guiada na exposição "Eu me desdobro em muitos - A autorepresentação na fotografia contemporânea", no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66/(21)38082007), da qual ela participa. Os dois eventos integram a programação do FotoRio 2011 – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro (http://www.fotorio.fot.br/2011/).
O trabalho de Fernanda Magalhães tem ganho destaque na exposição dentro da programação do FotoRio 2011. O curador do evento, o fotógrafo e pesquisador Milton Guran, afirmou à Veja Rio que a fotógrafa é a precursora no Brasil da produção de trabalhos em autorepresentação na área da fotografia.
Livro - O livro é resultado da tese de doutorado desenvolvido na Unicamp (Campinas, SP) entre 2003 a 2008.“O projeto surgiu a partir da minha experiência com uma grave doença e da constatação que sempre precisamos do outro para nos reconstruir. E desta relação vital com o outro, os outros/outras surgiu o trabalho que é essencialmente um trabalho coletivo, com muitos coletivos já que a proposta aconteceu com grupos diversos”, revela Fernanda Magalhães.
O livro contém um memorial da artista em que ela faz um percurso pelas séries de trabalhos que levaram à tese, além dos registros das performances com fotografias, desenhos e textos realizados pelos participantes da ação e pela própria artista.
A autora explica que seu trabalho nasceu das lembranças de sua infância com o pai, o jornalista Antonio Vilela de Magalhães e também de dois trabalhos desenvolvidos em 2002 - Impressões da Memória e A Expressão Fotográfica e os Cegos. Os desdobramentos desses trabalhos e de sua memória de infância resultaram na proposição da série. Segundo ela, uma expansão de seus trabalhos anteriores.
Em um trecho do livro, a autora diz: “O trabalho emerge como possibilidade de sobrevivência através da arte, numa ideia de que as relações podem trazer força e amor, possibilitando vida e expansão. Arte e vida conectadas. A força da ação se estabelece através das relações com o outro que atua na expansão do trabalho”.
Juntamente com o livro, o site http://www.fernandamagalhaes.com.br/ faz parte do projeto como parte multiplicadora do trabalho, “como linhas de fuga, conexões rizomáticas que permitem outros desdobramentos, novas expansões, para além de minhas atuações. O livro e o site pretendem possibilitar estas atuações para além do meu corpo”.

Impressões da história, Impressões da Memória
A autora conta que a gênese do trabalho remonta das lembranças de sua infância. “Meu pai chegava exausto do trabalho e nós (eu e minha irmã) queríamos sua atenção. Ele então nos dava canetas e falava para desenharmos em suas costas. Quando ele adormecia, com o calor e o suor do seu corpo, os desenhos eram transferidos para os lençóis e observávamos isto ao amanhecer. Esta é uma imagem linda de minha infância”, relembra.
A partir dessa vivência nasceu o Impressões da Memória, um projeto de construção de poemas visuais em parceria com a jornalista e escritora Karen Debértolis. “O projeto nos trouxe, a partir da perspectiva das relações corporais, as construções de novas/outras linguagens em nossos trabalhos. O trabalho atua no campo da performance através de um momento performático mas não público, realizado de forma íntima e que se revela na exposição dos resultados do trabalho”. 
Na mesma época a dupla também desenvolvia o Projeto A Expressão Fotográfica e os Cegos, que propiciou a perspectiva de ampliação das sensações, como as vistas táteis. “Desta relação de contato com os corpos, a relação tátil do corpo com o mundo, estas perspectivas de nossas outras percepções além da percepção visual tão valorizada hoje. Destas imagens que podem surgir a partir das relações do corpo com o mundo, através das sensações corporais”, pondera a autora.
O livro foi viabilizado através de recursos do PROMIC e está à venda no valor de R$ 40,00.

Contatos:
Fernanda Magalhães – (43) 99415930/ 33390530 – e-mail: fermagalha@gmail.com
Rodrigo Ferrari (Livraria Folha Seca) – (21) 25077175 – e-mail: rodrigo@livrariafolhaseca.com.br